domingo, 22 de abril de 2012

professor leonardo

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

comandos

professor leonardo

Outro dia vi no orkut um pessoal que montou um tópico para colocarem dicas de comandos úteis no Windows XP... Então aproveito a idéia e deixo aqui as principais que conheço. Diversas dicas valem também nas outras verões, se você não usa o Windows XP ainda assim essas dicas podem lhe servir.
Os comandos são "programas", às vezes chamados com parâmetros, indicando que apenas determinada função de algum programa deve ser processada (isso quem cria e gerencia são os desenvolvedores dos softwares, claro).
Para abrir esses comandos você pode clicar no menu �Iniciar > Executar� e digitar o nome do comando. Dica de teclado: pressione a tecla do logotipo do Windows e, com ela pressionada, tecle a tecla da letra "R" (de "run", "executar"). Se quiser usar um comando diversas vezes, crie um atalho na área de trabalho para ele! Aí você pode chamá-lo clicando no ícone. Para isso: Clique com o botão direito na área de trabalho, escolha �Novo > Atalho�, e na linha de comando, digite o que você digitaria ao clicar em �Iniciar > Executar�. Bom, vamos lá!
 
msconfig
Abre o utilitário de configuração do sistema. Permite definir opções de boot, e os drivers e serviços que devem ser carregados ou não. Importante também porque permite desativar programas que se inicializam automaticamente com o computador, liberando recursos do sistema na inicialização e removendo programas que você não quer que sejam iniciados junto com o Windows. O Windows 95 atualizado e todas as outras versões a partir do 98 possuem esse utilitário, exceto o Windows NT e o 2000.
 
regedit
Abre o editor do registro do Windows. Você pode modificar algum valor ou excluir dados desnecessários, por exemplo, de programas espiões ou que se inicializam com o Windows, ou qualquer outro tipo de programa mal comportado. Aqui ficam as configurações da maioria das coisas do Windows e dos programas. Não mexa, não altere, não exclua nada se não souber "exatamente" o que está fazendo, pois uma edição incorreta do registro pode fazer com que o computador nem chegue a inicializar.
 
iexpress
Compactador de arquivos que gera um executável auto-extraível (SFX). Ideal para desenvolvedores e distribuidores de software. Pode executar um comando, ou apenas extrair os arquivos para uma pasta - ou ainda apenas criar um arquivo compactado no formato ".cab". Disponível em praticamente todas as versões da linha NT. Não existe no Windows 95, 98 nem no Millennium. Você pode copiar os arquivos "iexpress.exe", "makecab.exe" e "wextract.exe" de um Windows 2000/XP e colocá-los numa mesma pasta para executá-los no Windows 9x/Me; pelo menos até os retirados do XP funcionam normalmente. Esses arquivos ficam na pasta de sistema (system32).
 
control
Abre o painel de controle. Dica: digite a seguir o nome do arquivo do painel de controle a ser aberto (de extensão geralmente ".cpl"). Por exemplo, digitando "control appwiz.cpl" (sem aspas) abre-se o miniaplicativo "Adicionar ou remover programas". Alguns outros nomes possíveis são: desk.cpl (vídeo), main.cpl (mouse), inet.cpl ou inetcpl.cpl (opções do Internet Explorer), sysdm.cpl (sobre o sistema), timedate.cpl (data e hora), hdwwiz.cpl (adicionar hardware), etc. Pesquise pelos arquivos *.cpl na pasta do Windows para obter mais nomes.
 
msinfo32
Abre o utilitário "Informações do sistema", que lista as configurações de hardware e alguns softwares. Por exemplo, versão do Windows, processador, memória RAM, etc. Se você tem o Microsoft Office instalado, muitas informações sobre os aplicativos dele serão listadas pelo msinfo32 também.
 
gpedit.msc
Abre o editor das diretivas de grupo. Permite configurar opções do sistema e restringir configurações para os usuários, como sobre as propriedades, painel de controle, itens do menu Iniciar etc. Não existe nas versões Windows 9x/Me nem no Windows XP Home Edition. É bastante interessante para fuçadores que gostam de configurar muitas coisas, afinal o Windows tem uma série de opções que não ficam disponíveis pelas suas interfaces de configuração convencionais (como as janelas de opções, por exemplo).
 
iexplore
Abre o Internet Explorer, pra você que gosta da linha de comando. Digite com o nome do site separado por um espaço, para abrir o site. Exemplo: iexplore www.mepsites.cjb.net.
 
temp
Abre a pasta "Temp" de dentro da pasta do Windows, útil para excluir os arquivos dela rapidamente. Nas versões de Windows mais recentes existe ainda a pasta "Temp" por usuário, que geralmente é a mais usada. Ela fica normalmente em "C: \ Documents and settings \ <NomeDoUsuario> \ Configurações locais \ Temp". Nota: a pasta "Configurações locais" é oculta por padrão; para abri-la navegando pelas pastas, peça para mostrar todos os arquivos, no menu �Ferramentas > Opções de pasta > Modos de exibição�, no Windows Explorer. Consulte em outro ponto deste livro sobre a limpeza dos arquivos temporários.
 
drwatson
Abre o utilitário DrWatson, que verifica problemas em programas. Sinceramente não entendo muito bem como ele trabalha...
 
drwtsn32
Abre uma tela de configuração do Dr Watson em 32-bit, diferente do citado acima. Permite especificar algumas ações a serem tomadas em determinados erros de programas, e visualizar os logs de erros.
 
dxdiag
Abre o utilitário de configuração do Direct-X (caso o mesmo esteja instalado, que é padrão nas versões de Windows mais recentes). Você pode testar seu hardware gráfico e de som, e desativar as acelerações caso tenha problemas com o vídeo ou áudio.
 
prefetch
Abre a pasta "%windir%\Prefetch", que guarda um monte de arquivos inúteis no seu HD. Está presente nas versões de Windows XP e superiores, tudo o que estiver dentro dela pode ser excluído com segurança, pois na prática não serve para nada (só para ocupar espaço, claro). A funcionalidade proposta pelo Prefetcher geralmente tem um efeito negativo, diminuindo o desempenho no Windows XP. Ele carregaria �pedaços� de programas já iniciados na memória, ao abrir esses programas. Na pasta �Prefetch� ficariam gravados estes �pedaços�.
 
cmd
No Windows 2000/XP abre o "Prompt de comando". No Windows 9x/Me utilize o comando "command", para abrir o prompt do MS-DOS.
 
control userpasswords2
No Windows XP abre o gerenciador de usuários completo, no estilo do que é encontrado no Windows 2000. O gerenciador de usuários do Windows XP acessado através do painel de controle foi otimizado para iniciantes, e só permite criar dois tipos de contas (administrador e usuário restrito). Com esse comando você pode definir as outras opções de contas de usuários, redefinir a senha dos usuários e, ainda, desmarcando a opção "Os usuários devem digitar um nome de usuário e senha para usar este computador" você faz com que o Windows entre diretamente, sem pedir senha ou aguardar a escolha de um usuário na tela de boas-vindas. Depois se quiser trocar de usuário é só efetuar logoff (digo, "fazer" logoff).
 
services.msc
Abre o gerenciador de serviços (não existe no Windows 9x/Me). Ative ou desative serviços do sistema, inicie ou interrompa-os. É recomendável desativar tudo o que não é usado, para economizar recursos do sistema. Obs.: não altere nem edite nada se não souber o que está fazendo.
 
hh windows.chm
No Windows XP, 2003 ou superior, faz com que o conteúdo do "Ajuda e suporte" seja aberto no visualizador padrão de ajuda, "bem" mais leve. Tem o mesmo estilo da ajuda do Windows 2000, mas será mostrado o conteúdo da ajuda do seu sistema. Dica: troque "windows.chm" pelo nome do arquivo de ajuda que deseja visualizar. Esses arquivos ficam na pasta "%windir%\help".
 
winver
Mostra a versão de Windows que está instalada.
 
scanreg /restore
Permite restaurar o registro do sistema baseado na cópia das últimas quatro inicializaçaões bem sucedidas. Utilize em caso de problemas com configurações realizadas que impeçam a inicialização normal do computador. Pode ser utilizado no modo ms-dos (Windows 9x) ou através do prompt. Não está mais presente nas versões recentes do Windows.
 
sfc
Examina os arquivos do sistema e solicita que eles sejam restaurados se estiverem corrompidos ou se foram trocados por algum programa (maléfico ou não). É recomendável chamá-lo a partir do prompt, não diretamente na caixa "executar", para que você observe a mensagem de retorno. Existe no Windows 2000, XP ou superior.
 
sfc /purgecache
Apaga todos os arquivos da pasta "%windir%\system32\DLLCache", que são cópias de alguns arquivos do Windows que ele restaura quando os mesmos são perdidos (por isso ele pode "recriar" arquivos do sistema, na verdade ele não "recria" mas sim copia daqui). Limpar esta pasta não traz problema algum, ainda libera uma grande quantidade de espaço em disco. Depois se o Windows precisar de um arquivo e não encontrá-lo nessa pasta, ele simplesmente pedirá o CD. Essa pasta pode crescer e crescer e crescer... Você pode dar o comando "sfc cachesize=50" (sem aspas) para definir, em megabytes, o tamanho máximo dessa pasta. 50 MB é um bom tamanho, não é necessário guardar as cópias dos arquivos no HD se você tiver o CD, pois realmente é muito raro ter que usá-los!
 
shutdown
Desliga o sistema, com opções de desligar sistemas remotos (em rede) ou ainda reinicializar, além de poder definir o tempo de desligamento após ser chamado o comando. Permite personalizar uma mensagem a ser exibida na tela para o usuário, avisando que o sistema está sendo desligado. Procure na ajuda do Windows, no Índice, pelo comando shutdown e veja seus diversos parâmetros. Com ele, você pode, por exemplo, colocar um atalho na área de trabalho para desligar o computador diretamente, sem perguntar.
É isso...
Você ainda pode usar o �Iniciar > Executar� para abrir pastas. Dica: digitando %windir% você abre a pasta do Windows. Para abrir pastas compartilhadas na rede digite \\NomeDoComputador\NomeDoCompartilhamento. Os nomes dos executáveis dos arquivos que estejam nas pastas listadas na variável de ambiente "Path" também podem ser digitados, como "notepad" para abrir o bloco de notas, "calc" para abrir a calculadora, etc.
 
   

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

MANUTENÇÃO REMOTA

TUTORIAL ELABORADO PARA CLIENTES DO BRASIL
professor Leonardo
manutenção remota de técnico para o cliente


1° vamos começar com o donwload do aplicativo.
ele pode ser encontrado nesse link aqui
2° apos baixar execute o arquivo que vai aparecer essa tela aqui


copie os números que estão sendo exibidos 
EXEMPLO
Sua ID 280 629 934
senha: 9469
passa essas informações para o técnico.


PRONTO VOCÊ JÁ PODE TER SUA MANUTENÇÃO REMOTA
obrigado a todos os visitantes do nosso site é até o próximo tutorial

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Cabeamento de rede: testadores, PoE e hacks

professor leonardo

Cabeamento de rede: testadores, PoE e hacks

Além dos dados, cabos de rede podem ser utilizados para transportar energia ou mesmo um sinal de telefone, reduzindo o número de fios que você precisa correr pelo prédio. Um ponto de acesso instalado no telhado, pode receber energia diretamente através do cabo de rede, sem que você precise levar também um cabo de energia até ele. Temos também os testadores e certificadores de cabos, que ajudam a solucionar problemas e podem ser usados para certificar os pontos de rede. Este tutorial é um apanhado geral sobre tudo isso. Vamos lá:

Testadores

Existem no mercado diversos testadores de cabos, que variam em sofisticação, indo desde simples verificadores de continuidade (que verificam individualmente cada um dos quatro pares, avisando caso algum dos fios esteja partido), a certificadores com ferramentas de diagnóstico muito mais sofisticadas, que efetivamente medem a qualidade do cabeamento, atestando que o ponto atende a diferentes padrões. Isso explica também a enorme variação de preços, com de um lado testadores simples que podem custar apenas alguns dólares (já cheguei a ver testadores de continuidade simples, feitos na China, que custavam apenas dois dólares cada!) quanto certificadores high-end que chegam a custar mais de 5.000 dólares no exterior, resultando em um custo pornográfico aqui no Brasil devido aos impostos.
Nas fotos a seguir temos um Fluke DTX-1800, um exemplo de certificador de cabos high-end, que possui módulos para o teste de diversos tipos de cabeamento, de cabos cat5 e cat6 a cabos de fibra monomodo. Além de realizar todos os tipos de testes (continuidade, impedância, frequência e assim por diante) ele possui teste pré-programado para certificar pontos de rede, atestando que eles atendem aos padrões estabelecidos:
Fluke DTX-1800
Testador simples de 
continuidade
Fluke DTX-1800 e um testador simples de continuidade
Abaixo temos um testador simples de continuidade, onde conjunto de leds se acende, mostrando o status de cada um dos fios. Se algum fica apagado durante o teste, você sabe que o fio correspondente está partido. A limitação é que eles não são capazes de calcular em que ponto o cabo está partido, de forma que a sua única opção acaba sendo trocar e descartar o cabo inteiro.
Certificadores como o Fluke DTX-1800 são um overkill para a maioria das situações, já que embora úteis, eles são muito caros. É o tipo de equipamento que seria comprado pela empresa e compartilhado apenas entre os funcionários mais qualificados, para trabalhos de certificação.
Os testadores de continuidade por sua vez são bastante acessíveis (os de boa qualidade custam geralmente entre 100 e 300 reais, mas os mais baratos podem chegar a custar 20 reais ou menos) e são úteis para detectar problemas básicos na crimpagem, atestando pelo menos que o cabo não está partido em nenhum ponto. Para redes de 100 megabits, o teste de continuidade é uma razoável garantia que a rede funcionará dentro do esperado, já que o 100BASE-TX é muito tolerante em relação ao cabeamento, mas no caso dos pontos Gigabit é interessante realizar mais testes, transferindo arquivos entre dois micros para verificar a velocidade da rede e utilizar algum utilitário de diagnóstico para verificar se pacotes não estão sendo perdidos em grande número e assim por diante. Se o cabeamento não estiver dentro do padrão, pode ser que as placas chaveiam automaticamente para o 100BASE-TX, mais um sintoma de que algo está errado.
Entre os dois extremos, temos vários tipos de testadores mid-range e high-end, que também possuem telas visualizadoras e são capazes de executar um bom número de testes (calculando por exemplo o comprimento total do cabo e em que ponto ele está rompido, a partir do tempo que o sinal demora para percorrer o circuito, detectando curtos ou a presença de um injetor PoE do outro lado e assim por diante), servindo como um meio-termo entre as duas categorias. Para alguns testes (como medir o comprimento do cabo e a presença de curtos) sequer é necessário que o módulo remoto esteja instalado do outro lado. Um exemplo é o Fluke Microscanner 2:
Exemplo de diagnóstico: Curto 
entre os fios do primeiro par a 29.8 metros
Exemplo de diagnóstico: Curto 
entre os fios do primeiro par a 29.8 metros
Exemplo de diagnóstico: Curto entre os fios do primeiro par a 29.8 metros
A boa notícia é que se você utilizar boas ferramentas e crimpar os cabos cuidadosamente, utilizando cabos e conectores dentro da categoria adequada ao tipo de instalação que está realizando, a incidência de problemas é relativamente pequena,pois é muito raro que os cabos venham com fios rompidos de fábrica. Os cabos de rede apresentam também uma boa resistência mecânica e flexibilidade, para que possam passar por dentro de tubulações. Quase sempre os problemas surgem por causa de conectores mal crimpados.
Uma curiosidade com relação aos testadores é que algumas placas-mãe da Asus, com rede Yukon Marvel (e, eventualmente, outros modelos lançados futuramente), incluem um software testador de cabos, que pode ser acessado pelo setup, ou através de uma interface dentro do Windows. Ele funciona de uma forma bastante engenhosa. Quando o cabo está partido em algum ponto, o sinal elétrico percorre o cabo até o ponto onde ele está rompido e, por não ter para onde ir, retorna na forma de interferência. O software cronometra o tempo que o sinal demora para ir e voltar, apontando com uma certa precisão depois de quantos metros o cabo está rompido, a mesma técnica usada pelos testadores.

Configurando um servidor Linux doméstico, fácil

professor leonardo

Configurando um servidor Linux doméstico, fácil

Introdução

Quando as conexões de banda larga começaram a se tornar populares, por volta de 2000, compartilhar a conexão se tornou uma dúvida comum, já que compartilhar uma conexão ininterrupta faz muito mais sentido do que compartilhar a conexão via modem. No começo, era muito comum serem usados PCs com o Windows 98 ou 2000, compartilhando a conexão através do ICS, ou micros antigos rodando mini-distribuições Linux especializadas na tarefa, como o antigo Coyote.
Hoje em dia, compartilhar a conexão deixou de ser um problema, já que praticamente qualquer modem ADSL pode ser configurado como roteador, sem falar dos pontos de acesso com funções de roteador e da enorme variedade de servidores domésticos que temos no mercado.
Vamos então a um tutorial rápido de como compartilhar a conexão no Linux, usando um PC com duas placas de rede, aproveitando para incluir também alguns recursos adicionais no servidor, instalando também um proxy transparente e um servidor DHCP. Este mesmo servidor pode ser configurado também como um servidor de arquivos e impressoras para a rede, assumindo também o papel de NAS.
Os passos a seguir podem ser usados em praticamente qualquer distribuição, de forma que você pode usar a que tiver mais familiaridade. Também não é necessário reservar um PC só para compartilhar a conexão: você pode perfeitamente usar seu próprio micro, ou outro que fique ligado continuamente.
Se você não se importar em fazer a configuração via linha de comando, você pode utilizar um PC antigo, instalando a versão server do Ubuntu. Ela está disponível no http://www.ubuntu.com/getubuntu/downloadmirrors, juntamente com a versão principal, mas é um pouco menor, com cerca de 500 MB.
Ao contrário da versão desktop, que carrega o ambiente gráfico por padrão e precisa de um PC com pelo menos 256 MB de memória RAM para rodar, a versão server usa um instalador simples, em modo texto (o mesmo usado nas primeiras versões), e pode ser instalada mesmo em micros com apenas 32 MB de memória RAM:

index_html_m6699a833
Esta versão instala apenas os pacotes básicos, sem o ambiente gráfico, por isso o boot depois da instalação é feito em modo texto. Logue-se usando a conta criada durante a instalação e use o comando "sudo passwd" para definir a senha de root. A partir daí você pode se logar diretamente como root, como em outras distribuições:

$ sudo passwd
Inicialmente, o Ubuntu server vem apenas com o vi instalado, que não é um editor de texto particularmente amigável, mas, depois de fazer a configuração inicial da rede (editando o arquivo "/etc/network/interfaces"), você pode instalar outro editor mais amigável, como o mcedit (que faz parte do pacote "mc"), o "joe" ou o "nano". Não importa muito qual editor resolva usar, o importante é que você se sinta confortável com pelo menos um deles.
Um exemplo de arquivo "/etc/network/interfaces" configurado é:
# /etc/network/interfaces
auto lo eth0
iface lo inet loopback
iface eth0 inet static
address 192.168.1.2
netmask 255.255.255.0
network 192.168.1.0
broadcast 192.168.1.255
gateway 192.168.1.1

O arquivo é dividido em duas partes. A linha "auto ..." lista as interfaces que devem ser ativadas automaticamente e as demais contém a configuração de cada uma. Para configurar uma nova placa de rede, você adicionaria a configuração relacionada a ela no final do arquivo e a adicionaria na linha "auto", como em "auto lo eth0 eth1". Se, por outro lado, você quiser desativar uma interface, precisa apenas removê-la da linha auto, não é preciso remover as demais linhas.
A interface "lo" é a interface de loopback, usada para a comunicação local entre diversos aplicativos e componentes do sistema, por isso nunca deve ser desativada. Embora o uso da interface de loopback pareça ser uma exclusividade do Linux, ela é usada também no Windows; a única diferença é que no Windows ela não aparece na configuração.
Em seguida temos a configuração de cada interface, que vai em uma seção separada. No caso da interface lo é usada uma única linha, "iface lo inet loopback", usada em qualquer instalação, seguida pelas demais interfaces.
Como você pode ver, as últimas 5 linhas na configuração da placa eth0 especificam o IP utilizado pelo PC e o restante da configuração da rede, com exceção dos endereços dos servidores DNS, que vão no arquivo "/etc/resolv.conf".
Se você quisesse que a interface fosse configurada via DHCP, poderia substituir as 6 linhas referentes a ela por:

iface eth0 inet dhcp

Ao configurar um servidor com duas placas de rede, onde a eth0 está ligada à rede local e a eth1 ao cable modem (obtendo o endereço via DHCP), por exemplo, o arquivo ficaria:
# /etc/network/interfaces
auto lo eth0 eth1
iface lo inet loopback
iface eth0 inet static
address 192.168.1.1
netmask 255.255.255.0
network 192.168.1.0
broadcast 192.168.1.255
iface eth1 inet dhcp


Veja que nesse caso a configuração da interface eth0 não inclui o gateway, pois é a eth1 que será usada para acessar a web.
Depois de editar o arquivo, você pode aplicar as alterações reiniciando o serviço relacionado a ele:
# /etc/init.d/networking restart

Um problema comum que afeta versões do Debian, Ubuntu e distribuições baseadas neles é as interfaces mudarem de endereço a cada reset em micros com duas ou mais interfaces de rede. A placa eth0 passa então a ser a ath1 e assim por diante, o pode ser uma grande dor de cabeça ao configurar um servidor para compartilhar a conexão, já que se as duas interfaces mudam de posição, nada funciona.
A solução para o problema é um pequeno utilitário chamado "ifrename", que permite fixar os devices utilizados para as placas. Utilizá-lo é bem simples. Comece instalando o pacote via apt-get:

# apt-get install ifrename

Crie o arquivo "/etc/iftab" e, dentro dele, relacione o device de cada interface com o endereço MAC correspondente, seguindo o modelo abaixo:

#/etc/iftab
eth0 mac 00:11:D8:76:59:2E
eth1 mac 00:E0:7D:9B:F8:01


Em caso de dúvida, use o comando "ifconfig -a" para ver a configuração atual das placas e o endereço MAC de cada uma. Uma vez criado, o arquivo é verificado a cada boot e a configuração se torna persistente, resolvendo o problema. Este bug das interfaces itinerantes afeta apenas algumas distribuições, por isso você não precisa se preocupar com ele até que perceba que está usando uma das afetadas.
O Ubuntu server vem com o servidor SSH instalado por padrão, de forma que depois de configurar a rede, você pode fazer todo o resto da configuração confortavelmente a partir do seu micro. Uma dica é que ao utilizar o joe, o nano ou o vi (o mcedit não suporta o uso do clipboard), você pode usar o botão central do mouse para colar texto dentro do terminal, o que é muito útil quando você tem um modelo de configuração pronto pra usar.

 LEIA MAIS

Servidores Linux, Guia Prático

 

Capa


O livro Redes, guia prático é o segundo livro da série iniciada com o livro Hardware, o guia definitivo. Ele aborda em detalhes os padrões de rede, cabeamento e dispositivos de rede, redes wireless, TCP/IP e endereçamento, segurança, firewall, configuração de redes Windows e Linux, configuração de servidores de rede local entre outros temas. Ele é o seu guia definitivo sobre redes.
Autor: Carlos E. Morimoto
Páginas: 560
Formato: 23 x 16 cm
Editora: GDH Press e Sul Editores
ISBN: 978-85-99593-09-7
Lançado em: Abril de 2008
Preço nas livrarias: R$ 75

Descrição:

O livro Redes e Servidores Linux - Guia Prático foi nosso primeiro best-seller, vendendo um total de 8.000 exemplares em suas duas edições. O processo de atualização do livro acabou dando origem a dois livros separados.
O Redes - Guia Prático, é o primeiro deles, dedicado ao cabeamento e configuração de redes, redes wireless, acesso móvel, TCP/IP e endereçamento, segurança, firewall, configuração de redes Windows e Linux, configuração de servidores de rede local, entre outros temas, abordados de forma muito mais aprofundada que no livro anterior. Ele faz par com o livro Servidores Linux - Guia Prático, que é dedicado à configuração e otimização de servidores Linux.
Existem muitos livros de redes no mercado, mas quase todos se restringem a um único tema (cabeamento ou TCP/IP, por exemplo) ou estão desatualizados. Muitas vezes, temos a impressão de que, ao contrário de outras áreas da informática, as redes são um assunto mais constante, onde pouca coisa muda. Entretanto, essa impressão não poderia estar mais longe da realidade. A cada dia, novas tecnologias e novos padrões são criados e novas áreas de conhecimento são adicionadas. Os próprios padrões de rede evoluem constantemente para se adaptarem às novas necessidades.
Ao longo do livro, você aprenderá detalhes sobre:
  • Padrões Ethernet e cabeamento de rede, incluindo redes gigabit e 10G, novos padrões de cabos de par trançado e fibra óptica.
  • Configuração de dispositivos de rede, incluindo switches, modems ADSL, pontos de acesso, roteadores wireless e outros.
  • Configuração de redes no Windows e no Linux.
  • Configuração de redes wireless, incluindo a criação de links de longa distância.
  • Endereçamento IP, incluindo as mudanças introduzidas pelo sistema CIDR e o uso de máscaras de tamanho variável.
  • Uso de utilitários de segurança para capturar tráfego da rede, detectar brechas e quebrar os sistemas de encriptação das redes wireless.
  • Configuração de firewalls.
  • Configuração de servidores Linux domésticos para compartilhar a conexão e compartilhar arquivos.
  • Configuração de servidores Windows.
Em suas 560 páginas, o livro reúne tudo o que você precisa saber para montar redes locais e configurar pequenos servidores em um único local, uma leitura obrigatória para quem trabalha na área ou quer conhecer mais sobre o tema.


 
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